Sabe aquele colega chato nos
tempos de colégio que quer brigar com todo mundo, o marrento insuportável que
os meninos querem andar junto e as meninas o despreza? Pois é, também tive um
colega assim.
Éramos da quinta série, tínhamos
entre 10 a 11 anos, uma turma normal, crianças espertíssimas, criativas, briguentas
e amigas. No meio do ano, chegou um menino ‘’estranho’’, caladão e marrento. Tinha
a nossa idade, só que bem alto. O tempo foi passando, fomos conhecendo-o e
ficamos ‘’amigos’’. Os pais dele eram separados, desde então, ele morava com a
mãe, mas decidiu passar uns tempinhos com o pai. As meninas olhavam com
curiosidade, meninas costumam serem mais doces e sempre tentam fazer amizade.
Já os meninos sentiam-se ameaçados e logo de inicio trataram logo de armar uma
birrinha.
No recreio eram meninas conversando
e lanchando para um lado e meninos correndo para o outro, ele sempre estava
entre os meninos, continuava estranho, só que agora era um estranho conhecido. Cutucava
as meninas e a gente brigava, no assunto trabalho de colégio era bem
prestativo. Até hoje me lembro do apelido dele. Kkk
No ano seguinte voltou a morar
com a mãe e nós nos separamos, às vezes, ele vinha visitar o pai. Desta forma perdemos o contato. Numa das
visitas ao pai, ele fez amizade com um amigo meu e por consequência nos
reencontramos. Bom, o marrento cresceu e hoje não é mais marrento. Ele está
muito bonito (sem maldade da minha parte) por dentro e por fora.
O reconheci, descobrir que
gostamos das mesmas músicas, que ele, assim como eu, tem vários problemas existenciais,
muito inteligente. Ainda bem que ele mudou. Estou feliz por tê-lo como amigo
hoje, espero que a vida não nos separe de novo. Estas um bom homem, inteligente,
sensível e apaixonante.
Obrigada vida!

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