sábado, 27 de outubro de 2012

Amor Excêntrico


   Na minha infância, adorava bonecas e todas se chamavam Cecília. Quando iniciei o namoro, com aquele que hoje é o meu marido, comecei a pensar na ideia de ter filhos. E logo decidir: se for menina se chamará Cecília.
   Eu sou espírita e acredito que todos nós somos médiuns, em alguns esta mediunidade manifesta-se com mais intensidade, é o meu caso. Dois meses depois que casei sonhara que estava com uma menina no colo, ela era a minha filha, eu tinha vinte e três anos e a menina se chamava Cecília. Fiquei emocionada com o sonho, mas pensei: 23 anos é cedo demais! Farei de tudo para não engravidar por agora, porque tenho objetivos que seriam distanciados se tivesse um bebê. Porém, Cecília virá quando Deus quiser.
   Essa semana presenciara o nascimento da filha de uma amiga, fiquei na maternidade e vi como é difícil essa situação, pior ainda se não for planejado. Estou magoada porque o pai do bebê permanece indiferente e pouco se importa. Quero acreditar que ele tem motivos pra isso, não aceito que um pai não se emocione com o nascimento de sua filha ou a recuse.
   O fato é que não tenho condições psicológicas para engravidar, muita responsabilidade. Os pais são responsáveis pela formação moral de um individuo! Ainda tenho questões existenciais e traumas a serem resolvidos. Quero estar pronta pra recebê-la, quero que ela seja a criança mais feliz que puder ser, que seja uma mulher forte, determinada, inteligente e para isso, precisa de pais seguros e emocionalmente equilibrados.
   Oh, minha flor. Mamãe esta se preparando receber-te, acredito que estas também. Sei que tens uma missão aqui na terra, do contrário, não saberia desde cedo de sua possível chegada. Se eu tiver alguma: será gerar você. Tenha mais paciência, quero ser a melhor mãe do mundo e estarei aqui te esperando para que tenha sucesso. Já te amo, minha bebê. 

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