Na minha infância, adorava
bonecas e todas se chamavam Cecília. Quando iniciei o namoro, com aquele que
hoje é o meu marido, comecei a pensar na ideia de ter filhos. E logo decidir: se
for menina se chamará Cecília.
Eu sou espírita e acredito que
todos nós somos médiuns, em alguns esta mediunidade manifesta-se com
mais intensidade, é o meu caso. Dois meses depois que casei sonhara que estava
com uma menina no colo, ela era a minha filha, eu tinha vinte e três anos e a
menina se chamava Cecília. Fiquei emocionada com o sonho, mas pensei: 23 anos é
cedo demais! Farei de tudo para não engravidar por agora, porque tenho
objetivos que seriam distanciados se tivesse um bebê. Porém, Cecília virá quando Deus quiser.
Essa semana presenciara o
nascimento da filha de uma amiga, fiquei na maternidade e vi como é difícil
essa situação, pior ainda se não for planejado. Estou magoada porque o pai do
bebê permanece indiferente e pouco se importa. Quero acreditar que ele tem
motivos pra isso, não aceito que um pai não se emocione com o nascimento de sua
filha ou a recuse.
O fato é que não tenho condições
psicológicas para engravidar, muita responsabilidade. Os pais são responsáveis
pela formação moral de um individuo! Ainda tenho questões existenciais e traumas a serem resolvidos. Quero estar pronta pra recebê-la, quero que
ela seja a criança mais feliz que puder ser, que seja uma mulher forte, determinada,
inteligente e para isso, precisa de pais seguros e emocionalmente equilibrados.
Oh, minha flor. Mamãe esta se preparando receber-te, acredito que estas também. Sei que tens uma
missão aqui na terra, do contrário, não saberia desde cedo de sua possível chegada.
Se eu tiver alguma: será gerar você. Tenha mais paciência, quero ser a
melhor mãe do mundo e estarei aqui te esperando para que tenha sucesso.
Já te amo, minha bebê.

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