terça-feira, 11 de setembro de 2012

Um corte no dedo e uma reflexão.


Ontem quebrei uma caneca linda que ganhei no meu chá de panela. Tenho um apego com os objetos que ganhei no chá. Fiquei tão irritada, mas não joguei a canela no lixo imediatamente, ela ficou um tempo na pia até eu criar coragem para descarta-la.


Esqueci que a caneca estava lá e fui lavar os pratos, até que eu encostei o dedo nos cacos e cortei-o. Doeu. Procurei jornais velhos, enrolei os cacos, situei numa sacola plástica e joguei no lixo. Foi aí que me veio o seguinte questionamento: como será a vida de coletores e garis?
Deve ser difícil. Cortes nas mãos, o sol no rosto, contato com objetos e coisas que as pessoas têm como imprestáveis.  Imaginemos se eles não existissem, quanto lixo ficaria em nossa casa, no nosso quintal, poluindo o meio ambiente, por isso, devemos total respeito a estes trabalhadores.

Ninguém por opção se torna gari, pois é um trabalho duro e baixo remunerado. As pessoas optam por este trabalho, por terem baixa escolaridade e serem pobres. Adentram numa profissão de extrema utilidade em nossa sociedade, mas são visto de forma preconceituosa.
Sofrem sendo gari, mas não adquirem uma forma ilícita de viver. Seria legal se  agíssemos diferente, fazendo a coleta seletiva, embalando materiais cortantes, dando destino certo às baterias. Assim, cuidaria da saúde de muita gente. Os heróis brasileiros não tem capa vermelha e nem poderes especiais, são de carne e osso, gente como a gente e muitos não tem reconhecimento por eles. 


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