domingo, 19 de agosto de 2012

Maria Flor de Oliveira / Uma novo fim, uma nova história.


Maria Flor de Oliveira (17 anos) era uma vez uma adolescente, meiga, sensata, esperançosa e feliz. Namorava há três anos com Joaquim que tinha a mesma idade. Maria Flor tinha vários sonhos, queria ser cientista, mas o que ela mesmo procurava era ser felicidade.
   Flor tinha duas irmãs mais velhas, Beta (19 anos) e Primavera (24 anos). Primavera não gostava das brincadeiras das meninas. Já Maria e Beta eram bem chegadas, Beta morou vários anos em outro vilarejo com sua tia, isso nunca prejudicou a cumplicidade das suas irmãs. Beta adorava ler e por isso, não saia de uma bibliotecazinha que tinha em seu bairro,  frequentava-a todos os dias  e logo fez amizade com a maioria das pessoas, encantou-se pela dona de lá, o que a diferenciava das demais meninas da cidade. Era muito amiga de um jovem rapaz que trabalhava nessa biblioteca, ele se chamava Pedro (17 anos) que possuía um encantamento por Maria Flor. Maria Flor ia só de vez em quando ler já que se sentia envergonhada com os olhares e palavras soltam dele.
   Todas as vezes que Maria Flor estava na biblioteca, Pedro se aproximava olhava, sorria, puxava assunto, mas ela continuava lá, indiferente. Pedro bem astuto tratou logo de cativar Beta, emprestando os melhores livros e aumentando o tempo de duração dos empréstimos. Maria, às vezes, chegava com Joaquim no local de leitura, Pedro não gostava disso, mas tentava puxar assunto com Joaquim apenas para chamar atenção de Flor.
 Num dia, Flor brigou e se decepcionou com Joaquim e, com vários problemas familiares no mesmo dia, decidiu extravasar. Foi até sua irmã Beta e pediu pra dizer a Pedro que ela também queria ficar com ele. Ela não estava aquentando seus problemas, estava decepcionada com o seu namorado e esta foi a forma que encontrou pra reagir. É claro que Pedro ficou bastante contente com a notícia. Horário e lugar marcado, Flor tomou um belo banho, vestiu uma roupa confortável e foi se maquiar.
   Enquanto se maquiava, parou diante do espelho, olho nos fundo dos seus olhos e dialogou com si. Pensando no bem que Joaquim lhe fazia e nos planos dos dois. Quando uma lágrima ia descendo pelo seu rosto, ela avaliou a situação e tomou uma decisão. Do jeito que estava foi até Beta e disse que não queria ficar com Pedro. Pegou o celular ligou pra ele, pediu desculpas e desejou felicidades.  Maria nem sabia ao certo, mas estava poupando-se de sofrimento, raiva, dor, uma paixão ardente e boas lembranças.
   Encontro desfeito, dirigiu-se ao seu quarto, retirou a roupa, vestiu um baby door, deitou em sua cama e mandou uma mensagem pra Joaquim dizendo: ‘Entendo. Desculpe pelo meu egoísmo. Assim como você, hoje eu zelei pelo nosso futuro. Venha tomar o café da manhã comigo. Boa noite, meu bem. ‘’
   Alguns atos são tão simples, tão pequenos, por isso, não calculamos os risco e sofremos por um bom tempo as consequências. Mas nada que uma reflexão, como se olhar no espelho, não ajude. Nunca haja por impulso!Cuide do seu coração e do coração das pessoas que ama. Por amor, vale a pena viver!
   Ainda ontem passei na frente da casa dela, casou-se com Joaquim e estão muito felizes.  Ela estava olhando fixamente para o céu com uma carinha esperançosa como se tivesse fazendo uma prece para que Deus continue os abençoando.


*Espero que assim como Maria Flor e Joaquim, Pedro tenha encontrado uma pessoa que acalme seu coração e o faça feliz. 

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