Era uma vez uma adolescente, meiga, sensata, esperançosa e feliz. Chamava-se Maria Flor de dezessete anos. Namorava há três anos com Joaquim que tinha a mesma idade. Maria Flor tinha vários sonhos, queria ser cientista, mas o que ela mesmo procurava era ser felicidade.
Flor tinha duas irmãs mais velhas, Beta (19 anos) e Primavera (24 anos). Primavera não gostava das brincadeiras das meninas. Já Maria e Beta eram bem chegadas, Beta morou vários anos em outro vilarejo com sua tia, isso nunca prejudicou a cumplicidade das suas irmãs. Beta adorava ler, lia, lia e lia, não saia de uma bibliotecazinha que tinha em seu bairro. Como freqüentava a biblioteca todos os dias fez amizade com a maioria das pessoas de lá, sempre diferente das outras meninas da cidade, tinha um encantamento pela dona da biblioteca. Era muito amiga de um jovem rapaz que trabalhava lá, ele se chamava Pedro (17 anos) que possuía um verdadeiro encantamento por Maria Flor. Maria Flor ia só de vez em quando para a biblioteca já que se sentia envergonhada com os olhares e palavras soltam dele.
Todas as vezes que Maria Flor estava na biblioteca, Pedro se aproximava olhava, sorria, puxava assunto, mas ela continuava lá, indiferente. Pedro bem astuto tratou logo de cativar Beta, emprestando os melhores livros e aumentando o tempo de duração dos empréstimos. Maria, às vezes, chegava com Joaquim na biblioteca, Pedro não gostava disso, mas tentava puxar assunto com Joaquim apenas para chamar atenção de Flor.
Dias vão, dias vem, Pedro conquistou a simpatia de Maria. Não se aquentou de ansiedade quando soube por Beta que Maria tinha terminado o namoro com Joaquim. Maria Flor estava rancorosa e teve uma atitude surpreendente, resolveu dar uma chance para os galanteios do rapaz. Ficaram na biblioteca, numa salinha do lado, bastante acolhedora. Antes mesmo de sentar-se num sofá da sala, logo indagou ‘’Não se apaixone’’, foi quando percebeu um sorriso sarcástico no rosto de Pedro seguido de uma resposta afirmativa. Tanta prepotência dos dois jovens, não fui o suficiente para evitar a paixão que nascera logo no primeiro beijo. Não adiantava mais nada, os dois já estavam apaixonados.
Passaram vários dias pensando um no outro, mas a pressão da família de Maria foi forte demais, pois os familiares dela adoravam Joaquim e não aceitava o fim do relacionamento e eles voltaram a namorar. Mesmo assim Pedro quis Maria e os dois ficaram de novo. Na primeira noite de sexo dos dois, Maria tremia muito, tinha medo das conseqüências desta paixão e acabou passando a sua ansiedade para Pedro. Eles ficavam as escondidas, todos os dias com a cobertura de Beta, as coisas tomaram uma proporção tão grande que Pedro decidiu adiar uma viagem, ele ia mudar-se para a casa do pai numa terrinha bem distante.
Vários meses se passaram e Maria não conseguia mais sustentar este namoro proibido, decidiu terminar e voltou a ser a mesma namorada de sempre para Joaquim. Pedro odiou, pensou que Maria tinha se esquecido dos planos que fizeram juntos, revoltou-se e ficou com várias meninas do lugarzinho. Flor se fechava, não entendia esses atos tão medíocres do seu amado, discutiram muito. Pedro decidiu retomar os planos de seu pai, não informou para sua amada, viajou sem despedi-se dela.
Maria Flor soube da noticia por sua amiga e o choro fora inevitável. Porém, os dois continuaram o contato através de cartas, Pedro começara a namorar e Maria ia tocando a vida. O tempo ia passando e cada um dos dois tentava sufocar o amor que sentia um pelo outro, até que um dia os dois tiveram uma conversa sincera, se declararam e voltaram a sonhar junto.
Faz dois anos que Pedro mora com o pai, maduro, agora já é um homem. Maria tornara uma mulher e continua a estudar. Tudo mudou, a única coisa que não mudou foi o sentimento que um cativa pelo outro. Pedro eu não sei, mas Maria continua a esperar pelo amor, ainda ontem passei na frente da casa dela e ela estava olhando fixamente para o céu com uma carinha esperançosa como se tivesse fazendo uma prece para ter o seu amado de volta...

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